Festivais, Mostras e Afins

03/07/2017 19:00

II Encontro de Mulheres Negras na Dança

II Encontro de Mulheres Negras na Dança

(Colaboradores Fomento) - Nave Gris Cia Cênica

 

Proposta da Nave Gris Cia Cênica, o Encontro de Mulheres Negras na Dança,  enquanto ação estética e política, revela a trajetória, experiência e a produção de artistas negras na dança, para a construção de uma memória que não apague o movimento vivo dessas artistas, que se destacam como criadoras, intérpretes, coreógrafas e pensadoras com seus posicionamentos éticos e histórias que habitam seus corpos.

Esta segunda edição reúne cinco trabalhos cênicos que revelam diversas perspectivas sobre o fazer artístico, a exposição fotográfica  Mulheres  Negras  na  Dança e dois workshops.

Kanzelumuka e Murilo De Paula, em parceria com Fredyson Cunha, compõem a Nave Gris Cia Cênica.

O II Encontro de Mulheres Negras na Dança faz parte do projeto A-VÓS, contemplado pela 21ª edição do Programa de Fomento à Dança da cidade de São Paulo.

 

De 3 a 8/07 (de segunda a sábado)

Exposição

Exposição “Mulheres Negras na Dança”,

Abertura: performance “Leite Derramado”, de Ana Musidora

Com fotografias clicadas pela artista visual Mônica Cardim e imagens do acervo pessoal de cada uma das artistas convidadas para as duas edições do Encontro, “Mulheres  Negras  na Dança” faz um breve retrato da trajetória artística  e pessoal dessas mulheres. Disponibilizando um arquivo vivo interativo, o público pode colaborar para o registro de artistas  negras atuantes na  cidade. 

 

Dias 4 e 5/07 (terça e quarta)

10h às 13h – Workshop – Devolve à pélvis o que é da pélvis

Deise de Brito e Talita Bonfim (percussão) – Núcleo Vênus Negra.

O foco do encontro é a criação de dramaturgias corporais, a partir da interligação entre pélvis, nádegas, coxas e pés. A proposta se ancora em algumas expressões negro-diaspóricas, tais como a Dança-Afro e o Samba, incluídas as relações com as corporeidades cotidianas. A ideia é que, nos dois dias, os participantes reconectem-se com esse circuito específico do corpo e seus respectivos conjuntos de gestualidade. As vivências serão conduzidas pela bailarina e atriz

 

Dias 4 e 5/07 (terça e quarta) 

16h às 19h – Workshop – Dança Negra Contemporânea

Cristina Matamba 

O encontro mostra que dançar é transmitir certo estado de espírito, uma maneira de se ver e de ver o mundo, de sentir plenamente o corpo e o utilizar para conhecer outros sentimentos e sensações.

Cristina Matamba foi dançarina e coreógrafa do Ballet Afro Kamberimbá e do Ballet Afro Koteban e também atuou como assistente de coreografia e dançarina na Cia. de Dança Negra Batá Kotô. Com estas companhias, se apresentou em diversas cidades do mundo, como Seul e Nova Iorque. 

 

Dia 6/07 (quinta)

20h – Rés – Verônica Santos

O argumento do solo “Rés” reflete a experiência da intérprete nos trabalhos de assistência à casa de detenção feminina em Minas Gerais.  Estas memórias, que hoje se somam às estatísticas de encarceramento em massa de mulheres nas mais diversas formas, são a base desta partilha estética.

Duração: 30 min | Classificação indicativa: livre

 

Dia 6/07 (quinta)

20h30 – Território Meu – Ciça di Cecilia 

Autobiográfico, o solo investiga a relação da mulher negra com o assédio e o seu corpo, enquanto território de histórias e de apropriações frente à sociedade machista.

Duração: 40 min | Classificação indicativa: livre

 

Dia 7/07 (sexta)

20h – Conhece-te a ti mesmo

Ouvindo Passos Cia de Dança (Paula Salles)

O solo da bailarina Paula Salles sugere um diálogo poético na busca do autoconhecimento tendo como referência a influência da religiosidade nessas transformações. Mais do que um “autorretrato” coreográfico, “Conhece-te a ti mesmo” questiona os incessantes movimentos “migratórios” da sociedade contemporânea, a partir de experiências e memórias da intérprete, construídas durante o espetáculo.

Duração: 40 min | Classificação indicativa: livre

 

Dia 8/07 (sábado)

20h – Moringa – Coletivo 22

“Moringa expressa a ideia desse objeto, feito de terra e água, cozido ao fogo e esfriado pelo vento. Também traz uma textura lisa, úmida e na qualidade de receptáculo contém algo. Tudo é transformado pelo trabalho do oleiro, que na circularidade, desenha no tempo marcas do feminino – vagina, útero e seio. O elenco passeia por essa ideia de objeto e de construção que se funde com o corpo e seus movimentos.

Duração: 40 min | Classificação indicativa: livre

 

II Encontro de Mulheres Negras na Dança 

Coordenação, concepção, pesquisa e curadoria: Kanzelumuka, Murilo De Paula

Colaboração: Fredyson Cunha

Produção executiva: Rochele Beatriz (Guria QProduz)

Assistência de produção: Antônio Franco

Fotógrafa da Exposição: Monica Cardim

Registro audiovisual e edição: Carlos Massingue


Telefone: (11) 3214 3249

Email: centrodereferenciadadancasp@gmail.com

Endereços: Baixos do Viaduto do Chá s.n., Galeria Formosa – Centro - CEP 01037-000 São Paulo/SP

Horário de Funcionamento
Segunda-feira: 13:00 às 21:00
Terça à Sexta: 10:00 às 21:00
Sábado: 10:00 às 20:30
 
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